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MPB de A a Z - Programa 65  

O melhor da produção da MPB nas últimas décadas e é claro o que há de mais atual. Muita informação, história e cultura para você, sob o comando de Pedrinho Alves Madeira.
[Toda terça às 17h30 e quinta 09h30 e 21h30]

Bloco “Na vitrine”: Lançamento em dvd, da histórica entrevista que o mestre Cartola concedeu em 1974, ao jornalista Fernando Faro, para o programa “MPB – Especial”, posteriormente rebatizado de “Ensaio”.  Este é mais um lançamento da Trama, que vem colocando no mercado antológicas edições destes programas.

 

Bloco “Não tenha medo do novo”: você vai conhecer a contagiante música da cantora Elisete, uma brasileira radicada em Israel. Você já ouviu um samba cantado em hebraico? Não? Eis aqui a sua oportunidade.

 

Bloco “Essa é para tocar no rádio”: você vai (re)descobrir algumas leituras para a música “Carinhoso”, jóia rara da lavra do mestre Pixinguinha, composta em 1917. Você vai ouvir: Maria Bethânia, Nana Caymmi, Paulinho da Viola & Marisa Monte e uma inusitada interpretação feita pela cantora Tetê Espíndola.

 

Bloco “Salve o compositor popular!”: A refinada e nada previsível música de DJAVAN. Nesta edição, você vai ouvir: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ed Motta, Augusto Martins, o trio formado por Gal Costa, Djavan & Chico Buarque. E mais: duas leituras impactantes nas vozes das cantoras de jazz Carmen McRae e Karrim  Allyson.  

 

Bloco “Nos Primórdios, a estréia em disco de...”: as primeiras gravações da cantora e atriz Zezé Motta, em um disco gravado em 1975, ao lado do ex - Secos e Molhados, o compositor Gerson Conrad.

Link para programas anteriores

Ficha Técnica:
Web Rádio Pelo Mundo
Produção e Apresentação: Pedrinho Alves Madeira
Direção Artística: Michelle Bruck

Programa MPB de A A Z - Programa # 65

Olá, eu sou o Pedrinho Alves Madeira e a partir de agora, você vai ouvir mais uma edição do inquieto MPB de A a Z. Este é o programa que aposta na diversidade da música brasileira.  Eis os finos biscoitos que serão servidos nesta edição:

 

“Na vitrine”.

 

Entre os muitos lançamentos em dvd da gravadora Trama, vale ressaltar os programas extraídos da série “Ensaio”, realizada pela TV Cultura. Em dezembro passado, chegou às ruas, o dvd que traz o histórico depoimento que o compositor Cartola concedeu em 1974, ao jornalista e criador do programa, o genial Fernando Faro. Cartola, então no auge dos seus 65 anos, estava colocando nas ruas o seu primeiro disco, que trazia entre outras, a hoje clássica “Acontece”. Em um depoimento comovente, o comovido Cartola fala sobre a sua trajetória e conta com a propriedade de fundador que era, como surgiu a Estação Primeira de Mangueira.

 

Na seqüência, você vai ouvir músicas e trechos da entrevista presentes neste indispensável dvd. Confira o que vou colocar no ar:

 

INTÉRPRETE(S)

MÚSICAS

AUTORE (S)

Lançado em 

Cartola

O compositor fala sobre a origem de seu nome

Cartola

2006

Cartola

Alvorada

Cartola\ Carlos Cachaça \

Hermínio Bello de Carvalho

2006

Cartola

O compositor fala s/ a origem da Mangueira

Cartola

2006

Cartola

Disfarça e chora

Cartola \ Dalmo Castello

2006

Cartola

Fita meus olhos

Cartola \ Osvaldo Vasques

2006

 

Olá, eu sou o Pedrinho Alves Madeira e você está ouvindo o MPB de A a Z. Neste bloco, estamos apresentando  trechos da entrevista e músicas extraídas do dvd “Cartola-  MPB Especial – 1974”.  O programa retrata com delicadeza e muita informação, a história deste grande compositor, que em sua trajetória artística viveu momentos de ascensão e ostracismo. Compositor cultuado na década de 30, sendo gravado por Carmen Miranda, Orlando Silva e Francisco Alves - verdadeiros ícones da música brasileira daqueles dias -, Cartola amargou absoluto esquecimento, só retornando à mídia no inicio dos anos 60, quando ao lado da esposa Dª Zica, abriu o célebre restaurante Zicartola, ambiente freqüentado por uma geração de novos e grandes artistas. A musa Nara Leão foi a primeira cantora moderna a incluir músicas de Cartola em seu repertório.  Ela lançou em 1964 a hoje supergravada “O sol nascerá”.

 

Em meio às mudanças do mercado fonográfico, Cartola só veio a gravar o seu primeiro disco já no inicio da década de 70, quando então emplacou vários sucessos nas vozes de Paulinho da Viola, Gal Costa e Beth Carvalho. E aí, ele só parou vitimado pelo câncer que o levou à morte, em 1980.  

 

Na seqüência, outros históricos registrados extraídos do dvd “Cartola – MPB Especial – 1974”, que traz como convidada, a então estreante Leci Brandão.  Você vai ouvir:  

 

INTÉRPRETE(S)

MÚSICAS

AUTORE (S)

Lançado em 

Cartola

Depoimento de Cartola + a música

Ao Amanhecer

Cartola

2006

Cartola

Fala do compositor sobre o processo de criação e a inclusão de 2ª parte em um samba

Cartola

2006

Cartola

Tive sim

Cartola

2006

Cartola

Corra e olha o céu

Cartola \ Dalmo Castello

2006

Cartola

Acontece

Cartola

2006

 

 

 

 

 

“Não tenha medo do novo”:

Elisete é uma negra linda de voz quente e interpretações personalíssimas. É bem possível que você nunca tenha escutado as bossas, os sambas e as canções compostas por esta brasileira radicada em Israel, há mais de quinze anos.

 

Elisete vem ganhando o mercado americano. Ela tem três discos gravados, todos distribuídos nos Estados Unidos. Em Israel, ela já é considerada uma diva. Mesclando o português com o hebraico, Elisete provoca uma inusitada e até então pouco provável fusão de ritmos e culturas. Por ser uma moça conectada, os seus discos nada tem de folclóricos, ao contrário.  Elisete se reserva ao direito de lançar um álbum só de remixes, onde contou com a luxuosa produção de djs israelenses. Esta moça é demais. Para conhecer um pouco mais sobre a história e a música desta cantora, é só visitar o site www.elisete.com

Na seqüência você confere a brasileira Elisete, cantando dois temas de sua autoria.

 

INTÉRPRETE

MÚSICAS

AUTORES

Lançado em

Elisette

Samba do sofrer

Elisette

2004

Elisette

Si bemol

Elisette

2004

 

 

 

 

 

“Essa é pra tocar no rádio”:

A música da vez é a bela  (e muito gravada)  “Carinhoso”, composta em 1917 pelo mestre Pixinguinha.   Segundo os estudiosos, a música ficou engavetada por dez anos, e só por volta do final dos anos 20, é que Pixinguinha resolveu tirá-la da gaveta.Vale dizer que as três primeiras gravações de “Carinhoso” são versões instrumentais. Foi por volta de 1937, que Orlando Silva, o grande cantor da época, solicitou uma letra ao compositor João de Barro, o Braguinha.  A partir de então, a música já recebeu mais de cem gravações.

 

Na seqüência, um depoimento de Paulinho da Viola sobre a música “Carinhoso”, seguido de duas impactantes  leituras para esta popular canção. Você vai ouvir.

 

INTÉRPRETES

MÚSICA

AUTOR

Gravação

Paulinho da Viola

Depoimento s\ a música

Paulinho da Viola

2005

Maria Bethânia

Carinhoso

Pixinguinha – João de Barro (Braguinha)

1968

Nana Caymmi

Carinhoso

Pixinguinha – João de Barro (Braguinha)

1997

 

 

 

 

 

Olá, eu sou o Pedrinho Alves Madeira e você está ouvindo o programa “MPB de A a Z”. Neste bloco, estamos mostrando algumas leituras para um clássico da canção brasileira, que é “Carinhoso”, uma histórica parceria entre Pixinguinha e João de Barro, o Braguinha.

 

Na seqüência, mais duas instigantes leituras para “Carinhoso”, este clássico samba choro, que, quando de seu lançamento na voz de Orlando Silva, em 1937, chegou a ser classificado como um “samba estilizado”.

Você vai ouvir:

 

INTÉRPRETES

MÚSICA

AUTOR

Gravação

Paulinho da Viola  & Marisa Monte

Carinhoso

Pixinguinha – João de Barro (Braguinha)

2005

Tetê Espíndola

Carinhoso

Pixinguinha – João de Barro (Braguinha)

1997

 

 

 

 

 

“Salve o compositor popular!”

Djavan dispensa apresentações, desde o final da década de 1970, que a sua música vem se alojando no cotidiano de todos os brasileiros. Nana Caymmi e Maria Bethânia foram as primeiras celebridades a gravarem músicas do então recém chegado alagoano ao sul maravilha. Em 78, Bethânia gravou “Álibi”, música que deu nome ao seu disco mais vendido, desde então. É desta época a gravação de Nana Caymmi para a pungente “Dupla traição”.  Nestes mais de trinta anos sob a luz do refletor, Djavan já implacou uma infinidade de sucessos, e também, já quase se queimou quando em 1984 se expôs ao excesso, época em que o disco “Luz” estourou em todo o país - do Oiapoque ao Chuí -, à bordo da música “Samurai”.

 

Seja no ápice de sua popularidade ou em um período de pouca exposição, o fato é que Djavan tem nos oferecido uma infinidade de ótimas composições. Sambas, canções, blues, baladas e até hits, onde o flerte fatal com a pop music é escandalosamente exposto.

 

 

Na seqüência, quatro leituras luxuosas e nada previsíveis para a instigante música de Djavan. Fecho a primeira parte deste bloco com a versão que o pouco conhecido Augusto Martins faz para ”Pedro Brasil”, música presente em seu disco de estréia, no qual todo o repertório é centrado na obra de Djavan. Você vai ouvir: 

 

INTÉRPRETES

MÚSICAS

AUTORES

Gravação

Caetano Veloso

A rota do indivíduo

Djavan – Orlando Morais

1997

Gilberto Gil

Sina

Djavan

1991