Olá,
eu sou o Pedrinho Alves Madeira e a partir de agora, você vai
ouvir mais uma edição do inquieto MPB de A a Z. Este é o
programa que aposta na diversidade da música brasileira. Eis os finos biscoitos
que serão servidos nesta edição:
“Na
vitrine”.
Entre
os muitos lançamentos em dvd da gravadora Trama, vale
ressaltar os programas extraídos da série “Ensaio”, realizada
pela TV Cultura. Em dezembro passado, chegou às ruas, o dvd
que traz o histórico depoimento que o compositor Cartola
concedeu em 1974, ao jornalista e criador do programa, o
genial Fernando Faro. Cartola, então no auge dos seus 65 anos,
estava colocando nas ruas o seu primeiro disco, que trazia
entre outras, a hoje clássica “Acontece”. Em um depoimento
comovente, o comovido Cartola fala sobre a sua trajetória e
conta com a propriedade de fundador que era, como surgiu a
Estação Primeira de Mangueira.
Na
seqüência, você vai ouvir músicas e trechos da entrevista
presentes neste indispensável dvd. Confira o que vou colocar
no ar:
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INTÉRPRETE(S) |
MÚSICAS |
AUTORE
(S) |
Lançado
em
|
|
Cartola |
O
compositor fala sobre a origem de seu
nome |
Cartola |
2006 |
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Cartola |
Alvorada |
Cartola\
Carlos Cachaça \
Hermínio
Bello de Carvalho |
2006 |
|
Cartola |
O
compositor fala s/ a origem da
Mangueira |
Cartola |
2006 |
|
Cartola |
Disfarça
e chora |
Cartola
\ Dalmo Castello |
2006 |
|
Cartola |
Fita
meus olhos |
Cartola
\ Osvaldo Vasques |
2006 |
Olá,
eu sou o Pedrinho Alves Madeira e você está ouvindo o MPB de A
a Z. Neste bloco, estamos apresentando trechos da entrevista
e músicas extraídas do dvd “Cartola- MPB Especial –
1974”. O programa
retrata com delicadeza e muita informação, a história deste
grande compositor, que em sua trajetória artística viveu
momentos de ascensão e ostracismo. Compositor cultuado na
década de 30, sendo gravado por Carmen Miranda, Orlando Silva
e Francisco Alves - verdadeiros ícones da música brasileira
daqueles dias -, Cartola amargou absoluto esquecimento, só
retornando à mídia no inicio dos anos 60, quando ao lado da
esposa Dª Zica, abriu o célebre restaurante Zicartola,
ambiente freqüentado por uma geração de novos e grandes
artistas. A musa Nara Leão foi a primeira cantora moderna a
incluir músicas de Cartola em seu repertório. Ela lançou em 1964 a
hoje supergravada “O sol nascerá”.
Em
meio às mudanças do mercado fonográfico, Cartola só veio a
gravar o seu primeiro disco já no inicio da década de 70,
quando então emplacou vários sucessos nas vozes de Paulinho da
Viola, Gal Costa e Beth Carvalho. E aí, ele só parou vitimado
pelo câncer que o levou à morte, em 1980.
Na
seqüência, outros históricos registrados extraídos do dvd
“Cartola – MPB Especial – 1974”, que traz como convidada, a
então estreante Leci Brandão. Você vai ouvir:
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INTÉRPRETE(S) |
MÚSICAS |
AUTORE
(S) |
Lançado
em
|
|
Cartola |
Depoimento
de Cartola
+ a música
Ao
Amanhecer |
Cartola |
2006 |
|
Cartola |
Fala
do compositor sobre o processo de criação e a inclusão
de 2ª parte em um samba |
Cartola |
2006 |
|
Cartola |
Tive
sim |
Cartola |
2006 |
|
Cartola |
Corra
e olha o céu |
Cartola
\ Dalmo Castello |
2006 |
|
Cartola |
Acontece |
Cartola |
2006 |
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“Não
tenha medo do novo”:
Elisete
é uma negra linda de voz quente e interpretações
personalíssimas. É bem possível que você nunca tenha escutado
as bossas, os sambas e as canções compostas por esta
brasileira radicada em Israel, há mais de quinze
anos.
Elisete
vem ganhando o mercado americano. Ela tem três discos
gravados, todos distribuídos nos Estados Unidos. Em Israel,
ela já é considerada uma diva. Mesclando o português com o
hebraico, Elisete provoca uma inusitada e até então pouco
provável fusão de ritmos e culturas. Por ser uma moça
conectada, os seus discos nada tem de folclóricos, ao
contrário.
Elisete se reserva ao direito de lançar um álbum só de
remixes, onde contou com a luxuosa produção de djs
israelenses. Esta moça é demais. Para conhecer um pouco mais
sobre a história e a música desta cantora, é só visitar o site
www.elisete.com
Na
seqüência você confere a brasileira Elisete, cantando dois
temas de sua autoria.
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INTÉRPRETE |
MÚSICAS |
AUTORES |
Lançado
em |
|
Elisette |
Samba
do sofrer |
Elisette |
2004 |
|
Elisette |
Si
bemol |
Elisette |
2004 |
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“Essa
é pra tocar no rádio”:
A
música da vez é a bela
(e muito gravada)
“Carinhoso”, composta em 1917 pelo mestre
Pixinguinha.
Segundo os estudiosos, a música ficou engavetada por
dez anos, e só por volta do final dos anos 20, é que
Pixinguinha resolveu tirá-la da gaveta.Vale dizer que as três
primeiras gravações de “Carinhoso” são versões instrumentais.
Foi por volta de 1937, que Orlando Silva, o grande cantor da
época, solicitou uma letra ao compositor João de Barro, o
Braguinha. A
partir de então, a música já recebeu mais de cem
gravações.
Na
seqüência, um depoimento de Paulinho da Viola sobre a música
“Carinhoso”, seguido de duas impactantes leituras para esta
popular canção. Você vai ouvir.
INTÉRPRETES |
MÚSICA |
AUTOR |
Gravação |
Paulinho
da Viola |
Depoimento
s\ a música |
Paulinho
da Viola |
2005 |
|
Maria
Bethânia |
Carinhoso |
Pixinguinha
– João de Barro (Braguinha) |
1968 |
|
Nana
Caymmi |
Carinhoso |
Pixinguinha
– João de Barro (Braguinha) |
1997 |
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Olá,
eu sou o Pedrinho Alves Madeira e você está ouvindo o programa
“MPB de A a Z”. Neste bloco, estamos mostrando algumas
leituras para um clássico da canção brasileira, que é
“Carinhoso”, uma histórica parceria entre Pixinguinha e João
de Barro, o Braguinha.
Na
seqüência, mais duas instigantes leituras para “Carinhoso”,
este clássico samba choro, que, quando de seu lançamento na
voz de Orlando Silva, em 1937, chegou a ser classificado como
um “samba estilizado”.
Você
vai ouvir:
INTÉRPRETES |
MÚSICA |
AUTOR |
Gravação |
|
Paulinho
da Viola
& Marisa Monte |
Carinhoso |
Pixinguinha
– João de Barro (Braguinha) |
2005 |
|
Tetê
Espíndola |
Carinhoso |
Pixinguinha
– João de Barro (Braguinha) |
1997 |
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“Salve
o compositor popular!”
Djavan
dispensa apresentações, desde o final da década de 1970, que a
sua música vem se alojando no cotidiano de todos os
brasileiros. Nana Caymmi e Maria Bethânia foram as primeiras
celebridades a gravarem músicas do então recém chegado
alagoano ao sul maravilha. Em 78, Bethânia gravou “Álibi”,
música que deu nome ao seu disco mais vendido, desde então. É
desta época a gravação de Nana Caymmi para a pungente “Dupla
traição”. Nestes
mais de trinta anos sob a luz do refletor, Djavan já implacou
uma infinidade de sucessos, e também, já quase se queimou
quando em 1984 se expôs ao excesso, época em que o disco “Luz”
estourou em todo o país - do Oiapoque ao Chuí -, à bordo da
música “Samurai”.
Seja
no ápice de sua popularidade ou em um período de pouca
exposição, o fato é que Djavan tem nos oferecido uma
infinidade de ótimas composições. Sambas, canções, blues,
baladas e até hits, onde o flerte fatal com a pop music é
escandalosamente exposto.
Na
seqüência, quatro leituras luxuosas e nada previsíveis para a
instigante música de Djavan. Fecho a primeira parte deste
bloco com a versão que o pouco conhecido Augusto Martins faz
para ”Pedro Brasil”, música presente em seu disco de estréia,
no qual todo o repertório é centrado na obra de Djavan. Você
vai ouvir:
INTÉRPRETES |
MÚSICAS |
AUTORES |
Gravação |
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Caetano
Veloso |
A
rota do indivíduo |
Djavan
– Orlando Morais |
1997 |
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Gilberto
Gil |
Sina |
Djavan |
1991 |
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